Como identificar quem é veia e quem é artéria pelo USG?

Características sonográficas das veias e artérias

Utilizando o Modo B, é possível estudar os vasos preferencialmente no corte transversal ou eixo curto. É importante correlacionar o índice do transdutor com a marca do índice na tela, ou seja, se o índice estiver voltado para o lado esquerdo do paciente, tudo que estiver no mesmo lado da marca do índice na tela estará no lado esquerdo e vice-versa.

Existem variações anatômicas, não tão raras, que a identificação adequada dependerá do posicionamento correto do índice.

Outros ajustes importantes são a profundidade e o ganho. O melhor ajuste de profundidade é aquele em que os vasos são visíveis completamente e que tenha uma pequena margem posterior para se visualizar possíveis estruturas que tenham íntimo contato com o vaso, a pleura, por exemplo. Se o USG estiver regulado para uma profundidade desnecessária, a resolução da imagem fica prejudicada e dificulta a visualização das bordas, das estruturas vizinhas e até mesmo da agulha.

O ganho é o que vai determinar o contraste na imagem, idealmente, um ganho bem ajustado mantém o lúmen do vaso preto e as estruturas mais refringentes como superfícies ósseas ou pleura, não muito brancas ou brilhantes.

Forma

Artérias são mais circulares e têm paredes mais bem definidas e normalmente são menores que as veias. As veias são mais ovaladas e têm paredes mais finas e normalmente são maiores que as artérias.

Pulsatilidade

As artérias sempre terão pulsos visíveis, eventualmente em pacientes hipotensos é necessária uma leve compressão do transdutor para se perceber o pulso. As veias podem pulsar por proximidade com a artéria vizinha ou no caso dos vasos cervicais, pode haver um pulso pelo fechamento da válvula tricúspide, portanto apenas o pulso não é suficiente para diferenciar entre artéria e veia.

Compressibilidade venosa

Deve-se fazer sempre a compressão dos vasos com o transdutor sobre a pele, lentamente a veia vai colabando e a artéria se mantém no seu formato original e talvez seu pulso fique até mais visível. Como as veias são vasos de baixa pressão, irão colabar antes da artéria caso não possuam trombos no seu interior, o que impediria o colabamento total. Esse teste, além de identificar claramente quem é veia e quem é artéria, ainda identifica se a veia possui trombos aderidos.

Distensibilidade

Existem situações em que o paciente está hipovolêmico ou simplesmente com cabeceira muito elevada e por isso a visualização da veia fica prejudicada. Uma característica marcante das veias é a capacidade de distensão, portanto, uma veia saudável irá distender bastante se for realizada:

  1. Manobra de Valsalva,
  2. Elevação dos membros inferiores,
  3. Compressão epigástrica,
  4. Posição de Trendelenburg,
  5. Pausa inspiratória nos pacientes em ventilação mecânica.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *