Fixação de cateter venoso central

“Fixação por bailarina”

Atualmente não se discute a superioridade dos dispositivos de fixação sem sutura, porém muitos hospitais não utilizam esses dispositivos por motivos econômicos entre outros.

Um tipo de fixação bem comum em nosso meio é a “fixação por bailarina”, um modelo herdado do antigo IntraCath® mono lúmen de polietileno… que para aquele cateter até funcionava bem, acumulava sangue nos nós mas segurava bem o cateter. Aos poucos os novos cateteres de poliuretano, mono, duplo, triplo lúmen, foram substituindo, com mais tecnologia, e agora com “orelhinhas” para fixação. Infelizmente  muitos insistem em usar a velha “fixação por bailarina” e simplesmente ignoram as “orelhinhas”.

Problemas…

O cateter duplo lúmen possui um canal circular e um canal semi-lunar, melhor visto em seu corte transversal. Um problema bem frequente do uso da “fixação por bailarina” nesse tipo de cateter é o estreitamento do lúmen semi-lunar pelos sucessivos nós no corpo do cateter. Tem sempre aquele que diz: “Aperto o nó na medida certa!” Bem, talvez num primeiro momento o fluxo nesse lúmen até funcione bem mas é importante lembrar que qualquer estreitamento favorece a impactação de coágulo, fibrina e cristais da associação de medicações incompatíveis no mesmo lúmen, e aquele canal semilunar terá sua vida útil abreviada. 

Quanto mais pontos de fixação do cateter na pele, maior a chance de ocorrer a colonização bacteriana do cateter, essa afirmação é baseada no princípio da plausibilidade biológica. É lógico que furos na pele são portas de entrada e quando esses furos são próximos ao óstio de inserção do cateter, a contaminação fica mais fácil.

Alguns profissionais acreditam que o aperto do nó na pele é o que garante a permanência do cateter por mais tempo. Infelizmente é um grande engano. É exatamente o contrário, quanto mais apertado for o nó na pele, aquele primeiro que geralmente é um nó duplo, mais isquêmica ficará e aos poucos o processo inflamatório e a regeneração celular irá expulsar aquele nó, algumas vezes o nó permanece “perfeito” mas fora da pele. 

Então, se você inseriu um cateter duplo lúmen, usou as “orelhinhas” mas apertou demais o primeiro nó, seu cateter irá exteriorizar em poucos dias, talvez dure uns cinco dias… terão problema antes do seu próximo plantão… Há quem prefira fixar apenas aquela “borboleta” de pressão, que encaixamos próximo ao óstio de inserção do cateter, porém como esse dispositivo não é integrado ao cateter, se o cateter for tracionado acidentalmente ou não, essa “borboleta” não irá contê-lo. Quem realmente segura o cateter são as “orelhinhas” que ficam no “Y” do cateter.

Solução: FIXAÇÃO COM PONTO ÚNICO

Se seu serviço não padronizou o dispositivo de fixação sem sutura, uma boa alternativa é usar a Fixação com Ponto Único. Assista o vídeo em meu canal do YouTube. Simples e seguro!

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