Punção venosa central guiada por USG: segurança, precisão e conforto

Veia jugular interna, carótida e tireóide.

A punção venosa central por marcos anatômicos (técnica convencional e ultrapassada) está associada a um risco estimado de 3% de complicações potencialmente fatais. Pode parecer pouco mas quando se tem um pneumotórax hipertensivo, ou um hemotórax volumoso, o risco de morte é real e ninguém quer passar por essa situação, seja como médico, paciente ou um familiar.

Um procedimento que deve ser feito para dar condições de que o tratamento seja realizado, não pode causar mais danos à condição clínica do doente. Já não é nenhuma novidade o uso do USG para acesso venoso central, porém há uma necessidade crescente em nosso meio para que todas as punções venosas centrais sejam realizadas usando o USG em tempo real.

As más línguas dizem que demora mais, que é muito difícil segurar o transdutor, que é difícil visualizar os vasos… Pois bem, a nova técnica tem vários estudos demonstrando superioridade em relação à técnica convencional. Com riscos mínimos ou até mesmo zero! E com uma curva de aprendizado bem menor comparativamente.

Os protocolos internacionais relacionados com cateter venoso central já recomendam que as punções sejam realizadas com o auxílio do USG em tempo real. A punção das veias jugulares é a técnica mais segura e de aprendizado mais rápido, as veias axilares, subclávias e femorais exigem mais treinamento e destreza mas também garantem mais segurança, precisão e conforto ao paciente.

Os aparelhos de USG com transdutor para punção venosa estão cada dia mais presentes nos hospitais. Estamos num momento de transição tecnológica e em breve não haverá espaço para se admitir os riscos de uma punção venosa central feita por marcos anatômicos.

Para saber mais sobre o assunto, veja outras postagens no Blog InCMed!

 

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